Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Synallaxis albescensTemminck, 1823Nome em Inglês
Pale-breasted Spinetail
Uí-pi
Nome Científico
Seu nome científico significa: de synallasis, synallaxis = nome dado por Vieillot (1818) para este gênero de aves com cauda espetada, do (grego) synallasis = era uma das ninfas Ionides; e do (latim) albescens, albere = esbranquiçado, ser branco. ⇒ Synallaxis esbranquiçado ou ninfa das águas esbranquiçada. Na mitologia grega, Synallaxis era uma das irmandades de ninfas das águas que habitavam Kytherus, um rio da região de Elis no oeste da península do Peloponeso. Os nomes individuais das ninfas Ionides eram: Calliphaea, Synallasis (ou Synallaxis), Pegaea e Iasis.
Características
Medidas: Comprimento total 170 mm, asa 56 mm, cauda 93 mm, tarso 20 mm, bico 12 mm; peso 14 gramas.
É uma ave de tons gerais castanho acinzentado. A cabeça apresenta a fronte escura e a coroa castanha. A porção inferior do corpo é cinza pálido. A garganta é esbranquiçada com mancha escura. Dorso marrom-acinzentado. As asas apresentam as coberteiras castanhas e as rêmiges amarronzadas. A cauda também é marrom-acinzentada.
Sick menciona que, ao cantar, ele infla sua garganta revelando o preto das penas da base.
uí-pi adulto
uí-pi jovem
Subespécies
Possui onze subespécies reconhecidas:
Synallaxis albescens albescens (Temminck, 1823) – ocorre no leste e sul do Brasil, (desde o Maranhão e Pernambuco até o Mato Grosso e Paraná), no leste do Paraguai e no nordeste da Argentina (na província de Misiones).
Synallaxis albescens latitabunda (Bangs, 1907) – ocorre no sudoeste da Costa Rica, Panamá e noroeste da Colômbia (no golfo de Urubá).
Synallaxis albescens littoralis (Todd, 1948) – ocorre na região costeira do norte da Colômbia.
Synallaxis albescens insignis (J. T. Zimmer, 1935) – ocorre no norte e na região central da Colômbia (nos vales dos rios Cauca e Magdalena, e em Boyacá) e no oeste da Venezuela.
Synallaxis albescens perpallida (Todd, 1916) – ocorre no extremo norte da Colômbia (na Península de Guajira) e no noroeste da Venezuela.
Synallaxis albescens occipitalis (Madarász, 1903) – ocorre no noroeste da Venezuela e nas regiões norte e central da Colômbia, em áreas montanhosas.
Synallaxis albescens nesiotis (A. H. Clark, 1902) – ocorre no norte da Colômbia e Venezuela, também ocorre nas ilhas Margarita e Cubagua; e em Trinidad, incluindo as ilhas Bocas.
Synallaxis albescens josephinae (C. Chubb, 1919) – ocorre no sul da Venezuela, Guyana, Suriname e no extremo norte do Brasil, no estado de Roraima.
Synallaxis albescens inaequalis (J. T. Zimmer, 1935) – ocorre no Guiana Francesa, no Brasil (em ambos os lados do rio Amazonas, na região entre os rios Madeira e Tapajós); no extremo sul da Colômbia e na região adjacente do Peru.
Synallaxis albescens australis (J. T. Zimmer, 1935) – ocorre no extremo sudeste do Peru, nas regiões central e leste da Bolívia, no oeste do Paraguai, noroeste e centro da Argentina.
Synallaxis albescens trinitatis (J. T. Zimmer, 1935) - ocorre no leste da Venezuela e em Trinidad.
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Alimentação
É um insetívoro, mas é muito difícil de se ver como ele forrageia, pois faz isso no interior de moitas fechadas.
uí-pi se alimentando
Reprodução
Hábitos
Vive nos campos, cerrados, pastos, campos cerrados, capoeiras secas e campinaranas.
Emite o canto, o dissilábico “uí-pi”, insistentemente enquanto saltita apressadamente por entre a vegetação arbustiva.
Distribuição Geográfica
Ocorre a partir de Costa Rica indo até o centro de Argentina, e em Trinidad. Distribui-se nas cinco regiões brasileiras.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
SIGRIST, T. Avifauna Brasileira:
The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo:
Editora Avis Brasilis, 2009.
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Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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